Agro brasileiro fecha 2025 com recordes e projeta 2026 mais estratégico
Agro brasileiro fecha 2025 com recordes e projeta 2026 mais estratégico
Da redação com informações do Mais Agro
O ano de 2025 foi marcado por contrastes no agronegócio brasileiro. Mesmo diante de desafios climáticos, oscilações de preços e exigências crescentes por sustentabilidade, o setor registrou resultados históricos, reforçando o Brasil como uma das maiores potências globais da produção de alimentos.
Na safra 2024/25, a produção de grãos alcançou volumes recordes, impulsionada principalmente por soja, milho e algodão. A soja atingiu 171,5 milhões de toneladas, crescimento de 13,3% e maior produtividade média da história, com destaque para o Centro-Oeste. O milho somou 139,7 milhões de toneladas, alta de 20,9%, puxado pela segunda safra, enquanto o algodão superou, pela primeira vez, a marca de 4 milhões de toneladas de pluma.
O arroz também apresentou forte recuperação, com produção de 12,76 milhões de toneladas, alta de 20,6%, especialmente no Sul. Já feijão e trigo registraram leve retração, influenciados pela redução de área plantada, ainda que com produtividade estável ou superior à média histórica. No café, mesmo em ano de bienalidade negativa, o Brasil colheu 56,5 milhões de sacas, com recorde do conilon e forte valorização internacional, elevando a receita das exportações.
No comércio exterior, o agro manteve protagonismo. De janeiro a outubro de 2025, as exportações do setor somaram US$ 141,97 bilhões, respondendo por cerca de metade das exportações brasileiras. Grãos, carnes e produtos de maior valor agregado sustentaram o desempenho, enquanto o reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação abriu novos mercados premium.
A tecnologia ganhou ainda mais espaço no campo. O uso de bioinsumos cresceu, a conectividade rural avançou e a agricultura digital, com ferramentas de Inteligência Artificial, passou a apoiar decisões do plantio à colheita. Paralelamente, a sustentabilidade se consolidou como eixo estratégico, impulsionada pela regulamentação do mercado de carbono, exigências ambientais internacionais e políticas de crédito verde.
Para 2026, a Conab projeta produção de 353,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de área plantada, atenção redobrada ao clima e margens mais ajustadas. O cenário exige eficiência, gestão profissional e inovação contínua.
O agro brasileiro entra em 2026 mais tecnológico, sustentável e competitivo, preparado para transformar desafios em oportunidades e seguir como motor da economia nacional.