AgroGalaxy abandona marca e retoma Agro100, Agrocat e Rural Brasil em mais de 60 lojas
AgroGalaxy abandona marca e retoma Agro100, Agrocat e Rural Brasil em mais de 60 lojas
Da redação com informações do The AgriBiz
A partir desta terça-feira (24), a marca AgroGalaxy deixa de ser utilizada nas lojas da rede. A companhia, que enfrenta um processo de recuperação judicial, decidiu retomar os nomes originais das revendas adquiridas ao longo dos últimos anos, com o objetivo de se reaproximar dos clientes e reforçar a identidade regional.
Com a mudança:
- Lojas do Paraná, São Paulo e Sul de Minas voltam a operar como Agro100;
- Em Mato Grosso (Campo Novo do Parecis) e Rondônia, retorna a marca Agrocat;
- Em Goiás, Maranhão, Pará, Tocantins, Vale do Araguaia e Unaí (MG), a bandeira será novamente Rural Brasil.
Segundo o CEO Eron Martins, a decisão visa resgatar o vínculo com os produtores rurais. “Quero voltar a ver o cliente parando com a caminhonete, tomando café ou chimarrão nas lojas. Estamos simplificando processos para melhorar essa experiência”, afirmou ao The AgriBiz.
Estrutura permanece a mesma
A mudança é apenas de marca. A estrutura jurídica não será alterada — os CNPJs das revendas continuam os mesmos, e a holding AgroGalaxy segue como entidade listada na bolsa, responsável pela governança e relação com o mercado financeiro.
Atualmente, a rede conta com 65 unidades e, de acordo com o CEO, não há planos de fechar lojas ou realizar demissões. O foco é a execução do plano de recuperação judicial e a reorganização interna da companhia.
Queda de receita e novo posicionamento
No primeiro trimestre de 2025, as três marcas que voltam a ser independentes somaram R$ 285 milhões em receita líquida:
- Agro100: R$ 115 milhões
- Rural Brasil: R$ 119 milhões
- Agrocat: R$ 51 milhões
Apesar disso, os números representam queda significativa em relação ao mesmo período de 2024. Na época, Agro100 havia faturado R$ 598 milhões; Rural Brasil, R$ 460 milhões; e Agrocat, R$ 208 milhões. A AgroGalaxy, consolidada, tinha alcançado R$ 1,5 bilhão no trimestre — contra os R$ 341 milhões atuais.
O CEO descarta que a reestruturação represente um fracasso na estratégia de consolidação. “Vamos seguir buscando sinergias entre as marcas, com gestão centralizada, governança e profissionalização”, afirmou.
Ainda segundo Martins, não há processos de fusão ou aquisição em andamento. O foco está na adequação à reforma tributária e no cumprimento das etapas da recuperação judicial. Os dados detalhados da dívida da empresa serão divulgados após a homologação do plano, junto ao balanço do segundo trimestre de 2025.