Capital do agro no Tocantins: a importância da soja para Porto Nacional, sede da Abertura da Colheit
Capital do agro no Tocantins: a importância da soja para Porto Nacional, sede da Abertura da Colheita
Da redação com informações do Canal Rural
Porto Nacional, no Tocantins, consolidou-se como um dos principais polos do agronegócio no estado, com a soja como base central de sua economia. O município, frequentemente citado como “capital do agro”, será anfitrião da Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/2026, marcada para o dia 30 de janeiro de 2026.
A relevância da oleaginosa para a economia local é expressiva. Em 2024, cerca de 88% das exportações do município tiveram como origem a soja e seus derivados, evidenciando a forte dependência econômica dessa cultura. A produção do grão impulsiona a geração de renda no campo, movimenta o comércio, fortalece a arrecadação municipal e sustenta cadeias estratégicas como armazenagem, transporte, logística e operações de tradings.
No contexto estadual, a soja também ocupa posição de destaque. Trata-se da principal cultura agrícola do Tocantins, com a maior área cultivada entre todas as atividades do setor. Na safra 2024/25, o estado plantou aproximadamente 1,57 milhão de hectares, com projeção de avanço para cerca de 1,68 milhão de hectares em 2025/26, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A produtividade média varia entre 3.400 e 3.800 quilos por hectare, o equivalente a 56 a 63 sacas por hectare, desempenho considerado competitivo em relação à média nacional. A soja responde por cerca de 60% da área total plantada com grãos no estado e entre 60% e 66% do volume produzido.
Fazenda anfitriã da Abertura da Colheita
É nesse cenário que Porto Nacional se prepara para sediar a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26, evento que marca simbolicamente o início da colheita da nova safra no Brasil. A cerimônia será realizada no dia 30 de janeiro, às 8h, na Fazenda Alto da Serra, com transmissão a partir das 9h pela televisão, redes sociais e plataformas digitais.
Segundo Renato Schneider, representante da Fazenda Alto da Serra, o grupo iniciou suas atividades no Tocantins em 2012, acompanhando a expansão da fronteira agrícola no estado. Desde então, atua no cultivo de soja e milho, além de desenvolver atividades nas áreas de pecuária, transporte e armazenagem. Atualmente, cerca de 10 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, consolidando o grupo como um importante agente da produção agrícola regional.
Schneider destaca ainda o envolvimento social do grupo com as comunidades do entorno, por meio de projetos voltados à escola rural e iniciativas como o programa Se Liga na Fazenda. De acordo com ele, sediar a abertura nacional da colheita tem um significado especial, e a lavoura vem sendo conduzida de forma planejada para permitir que a colheita ocorra na data do evento.
O Grupo Wink adota práticas de manejo integrado de pragas e doenças e utiliza o sistema de plantio direto a partir do segundo ano após a abertura das áreas, muitas delas antigas pastagens degradadas convertidas em áreas produtivas. A empresa segue integralmente as normas do Código Florestal e mantém atenção constante às exigências ambientais.
Para reduzir riscos climáticos, o grupo aposta no consórcio de milho com braquiária, no uso de braquiárias solteiras para a formação de palhada de qualidade e na agricultura de precisão aplicada ao manejo do solo. Em anos de excesso de chuvas durante a colheita, a estratégia inclui o escalonamento das operações, a utilização de cultivares com diferentes ciclos e o suporte de uma estrutura própria de armazenagem e secagem de grãos.
A escolha de Porto Nacional e da Fazenda Alto da Serra para sediar a Abertura Nacional da Colheita da Soja reforça o protagonismo do município e do Tocantins na cadeia produtiva da oleaginosa, evidenciando sua relevância econômica, produtiva e estratégica para o agronegócio brasileiro.
Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural BA