China deve concentrar compras de soja brasileira no início de 2026
China deve concentrar compras de soja brasileira no início de 2026
Da redação com informações do Compre Rural
A China deve intensificar as importações de soja do Brasil ao longo do primeiro semestre de 2026, especialmente entre os meses de março e junho. O período coincide com a maior disponibilidade da oleaginosa brasileira no mercado internacional, o que, aliado a preços mais competitivos, tende a reduzir a participação do produto dos Estados Unidos nas compras do país asiático.
Com o avanço da colheita no Brasil, processadores privados chineses já vêm antecipando contratos para embarques a partir do início do ano. A elevada oferta brasileira pressiona os preços no mercado global e favorece novas negociações, reforçando a competitividade da soja nacional frente aos concorrentes.
Além da questão da oferta, fatores comerciais também influenciam a decisão dos compradores chineses. A soja brasileira entra na China com tarifa de importação inferior à aplicada ao produto norte-americano, o que amplia a vantagem do Brasil, especialmente para empresas privadas, mais sensíveis aos custos.
A expectativa do mercado é que os Estados Unidos recuperem parte do espaço apenas no segundo semestre, quando sua safra passa a ser exportada em maior escala. Ainda assim, analistas avaliam que o Brasil deve manter a posição de fornecedor estratégico da China, sustentado por volume, preços atrativos e uma logística já consolidada.
Mesmo diante da possibilidade de compras pontuais de soja norte-americana por empresas estatais chinesas, o cenário indica que a preferência pelo grão brasileiro deve permanecer forte ao longo da primeira metade de 2026.
Foto: Divulgação