28/01/2026

Coamo compra armazéns do Pátria no Paraná; ativos eram operados pela Belagrícola

Coamo compra armazéns do Pátria no Paraná; ativos eram operados pela Belagrícola

Da redação com informações do The AgriBiz

A Coamo, maior cooperativa agroindustrial da América Latina, adquiriu quatro armazéns de grãos no norte do Paraná por R$ 136 milhões, ampliando sua capacidade de originação e prestação de serviços aos cooperados da região. Os ativos pertenciam ao PLAG11, fundo imobiliário gerido pelo Pátria, e eram operados pela Belagrícola por meio de contrato de arrendamento.

Apesar de o contrato de aluguel prever vigência de mais quatro anos, a Coamo deve assumir imediatamente a operação das unidades. Em comunicado interno, a cooperativa informou que já iniciou o processo de transição e adequação dos armazéns, com o objetivo de colocá-los em funcionamento para receber a safra 2025/26 de soja e milho.

“Esta iniciativa faz parte da estratégia de crescimento sustentável da Coamo, com foco no fortalecimento operacional e no atendimento aos produtores do norte do Paraná”, informou a cooperativa em nota.

A operação tem peso simbólico na região. Um dos armazéns adquiridos está localizado em Bela Vista do Paraíso, município onde João Colofatti fundou a Belagrícola há cerca de 40 anos, dando origem a uma das maiores distribuidoras de insumos agrícolas do Paraná. Além dessa unidade, a Coamo comprou armazéns nos municípios de Assaí, Cambé e Sabáudia.

Para a Belagrícola, a saída da operação dos quatro armazéns pode aliviar pressões de curto prazo, reduzindo despesas com aluguéis em um momento de forte restrição financeira. A empresa está em recuperação extrajudicial e negocia dívidas com credores. No entanto, no longo prazo, a perda das unidades representa redução de sua capacidade de originação, um dos principais ativos estratégicos da companhia, que chegou a atrair o interesse da Bunge no passado.

Do ponto de vista do PLAG11, a venda foi considerada positiva diante dos riscos associados a um arrendatário em recuperação extrajudicial. Em fato relevante, o fundo informou que a operação resultou em uma Taxa Interna de Retorno (TIR) de 15,7% ao ano, equivalente a R$ 8,42 por cota. Atualmente, o PLAG11 é negociado a R$ 58,02.

Do valor total da transação, R$ 31,2 milhões serão pagos à vista, enquanto o saldo será quitado em quatro parcelas semestrais de R$ 26,2 milhões, corrigidas pelo CDI. A primeira parcela está prevista para setembro deste ano.

O PLAG11 tem origem em um fundo criado pela Quasar, que enfrentou dificuldades de alocação de recursos e frustrou investidores. A situação foi equacionada em 2024, após um movimento liderado pela Capitânia que resultou na destituição da Quasar da gestão. Na ocasião, a VBI, controlada pelo Pátria, assumiu a administração do fundo.

Foto: Divulgação

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