24/11/2025

Combio ultrapassa R$ 1 bi em receita com energia térmica renovável e mira expansão acelerada

Combio ultrapassa R$ 1 bi em receita com energia térmica renovável e mira expansão acelerada

Da redação com informações do Bloomberg Línea

A Combio, fundada em 2008, consolidou sua atuação no fornecimento de energia térmica a partir de biomassa e prevê um novo ciclo de crescimento impulsionado pelo avanço do mercado regulado de carbono no Brasil. A empresa, que deve encerrar 2025 com faturamento superior a R$ 1 bilhão, projeta triplicar sua receita nos próximos cinco anos.

O modelo de negócio — baseado na substituição de caldeiras movidas a combustíveis fósseis por sistemas alimentados por resíduos de madeira, bagaço de cana, caroço de açaí e outras biomassas — levou tempo para se firmar. O principal desafio inicial foi vencer o ceticismo de indústrias acostumadas ao carvão e ao óleo combustível. Para isso, a Combio assumiu integralmente os investimentos e custos operacionais, oferecendo contratos de longo prazo com redução de até 40% no gasto energético dos clientes.

A estratégia ganhou tração. Atualmente, a empresa atende companhias como Klabin, CBA, Unilever e Braskem. Segundo o CEO e cofundador, Paulo Skaf Filho, a valorização das reduções de emissões de CO₂ — especialmente com a implementação do mercado de carbono — tornou o serviço ainda mais atrativo para o setor industrial.

A companhia estima evitar cerca de 700 mil toneladas de CO₂ por ano com suas operações e trabalha para dobrar esse volume até 2028. Hoje, utiliza cerca de 30 tipos de biomassa, ajustados à disponibilidade regional, com destaque para o pioneirismo no uso do caroço de açaí em larga escala.

Além da biomassa, a empresa passou a ampliar seu portfólio visando outras rotas de descarbonização. Durante a COP30, em Belém, a Combio anunciou uma parceria com a Braskem para instalar sua primeira caldeira elétrica, em Paulínia (SP). O projeto, estruturado em contrato de 15 anos, deve reduzir aproximadamente 65% das emissões de CO₂ nos escopos 1 e 2 da unidade de polipropileno.

Com a entrada de gestoras como SPX e Lightrock — que juntas detêm 31% da empresa — e um pipeline comercial fortalecido pela demanda por energia renovável, a Combio avalia que há espaço significativo para expansão. A expectativa é que o mercado regulado de carbono se torne um dos principais motores desse novo estágio de crescimento.

 

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