25/04/2025

Consumo e exportação de café solúvel crescem no 1º trimestre de 2025, aponta Abics

Consumo e exportação de café solúvel crescem no 1º trimestre de 2025, aponta Abics

Da redação com informações do Compre Rural

O consumo de café solúvel no Brasil cresceu 6,2% no primeiro trimestre de 2025, totalizando 5.558 toneladas, ou cerca de 240,8 mil sacas de 60 kg, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics). O desempenho reforça a tendência de crescimento do produto no mercado interno, impulsionado por fatores econômicos e climáticos.

Entre os tipos de solúvel, o destaque foi o liofilizado (freeze dried), com alta expressiva de 44,9%, chegando a 1.013 toneladas. Já o tradicional spray dried (em pó) teve leve avanço de 0,2%, com 4.545 toneladas consumidas. Por outro lado, o volume de solúvel importado caiu 18%, somando 167 mil quilos, já incluídos no total nacional.

Para Aguinaldo Lima, diretor de Relações Institucionais da Abics, o cenário atual tem favorecido a busca por alternativas com melhor custo-benefício. “Com a alta dos preços globais do café, motivada por eventos climáticos extremos e gargalos logísticos, o café solúvel surge como uma opção mais acessível para os consumidores”, explica.

Um levantamento da entidade mostra que o café solúvel pode custar entre 33% e 40% menos que o café torrado ou moído, considerando o preço por quilo e o número de doses por embalagem. Além disso, o solúvel dispensa utensílios como filtros, o que reduz os custos de preparo.

Exportações em ritmo acelerado

No mercado externo, o café solúvel também apresentou desempenho positivo. O Brasil exportou 977,6 mil sacas do produto para 72 países entre janeiro e março, volume 7,9% superior ao registrado no mesmo período de 2024. O bom desempenho contrasta com os demais tipos de café, que juntos recuaram 12,8% nas exportações.

A receita com os embarques de solúvel chegou a US$ 282,4 milhões, crescimento de 56,6% na comparação anual. Os principais destinos foram os Estados Unidos, com 153,3 mil sacas; Argentina (77 mil), Rússia (64,8 mil), México (51,7 mil) e Chile (50,6 mil).

Lima lembra que os resultados ainda não refletem os efeitos da nova política tarifária anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que pretende aplicar taxa de 10% sobre o café brasileiro em até 90 dias. Mesmo com a medida, a tarifa será menor do que a de países concorrentes, como o Vietnã (46%). “Esse novo cenário pode abrir oportunidades para as indústrias brasileiras ampliarem sua presença internacional”, conclui.

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