Corteva lucra 77% mais no 1º trimestre e amplia vendas de defensivos na América Latina
Corteva lucra 77% mais no 1º trimestre e amplia vendas de defensivos na América Latina
Da redação com informações do AGFeed
A Corteva Agriscience, multinacional de insumos agrícolas, começou 2025 com resultados sólidos. A companhia registrou lucro líquido de US$ 667 milhões no primeiro trimestre, alta de 77% em relação ao mesmo período do ano passado, quando lucrou US$ 376 milhões.
Apesar do desempenho positivo, a receita líquida teve leve queda de 2%, passando de US$ 4,492 bilhões para US$ 4,417 bilhões. Já a receita orgânica – que desconsidera efeitos cambiais – cresceu 3%, refletindo a resiliência operacional da empresa mesmo em um cenário desafiador.
O destaque regional foi a América Latina, única a registrar crescimento nas vendas da divisão de defensivos agrícolas (Crop Protection), com aumento de 5% na comparação anual. As vendas subiram de US$ 244 milhões para US$ 257 milhões no período. Em contrapartida, a região Ásia-Pacífico teve queda de 10% e a região EMEA (Europa, Oriente Médio e África) recuou 3%. A América do Norte ficou praticamente estável.
A receita total da área de defensivos caiu 2%, impactada por variações cambiais – especialmente do real, lira turca e euro – e por uma redução de 2% nos preços. No entanto, o aumento de 5% no volume comercializado ajudou a suavizar as perdas. O Ebitda operacional do setor subiu 22%, atingindo US$ 377 milhões.
Na área de sementes, o desempenho foi misto. A receita global caiu 2%, de US$ 2,751 bilhões para US$ 2,707 bilhões. A maior retração veio da América Latina, com queda de 32%, puxada principalmente pela redução da área de milho na Argentina. Já a América do Norte teve alta de 9%, com US$ 1,597 bilhão em receita, impulsionada pela expansão da cultura de milho nos EUA e no Brasil.
O Ebitda operacional da divisão de sementes subiu 13%, somando US$ 842 milhões no trimestre.
Para o restante do ano, a Corteva manteve suas projeções: receita líquida entre US$ 17,2 bilhões e US$ 17,6 bilhões, com Ebitda operacional entre US$ 3,6 bilhões e US$ 3,8 bilhões. A empresa avalia que os fundamentos do agronegócio seguem positivos, embora as margens estejam mais apertadas e os preços das commodities apresentem comportamento moderado.
Sobre as recentes mudanças na política comercial dos Estados Unidos, a Corteva afirmou que não projeta impactos significativos nos resultados, mesmo com eventuais mudanças nas tarifas. “A demanda global por grãos e oleaginosas deve se manter firme”, afirmou a empresa.
O mercado reagiu bem aos resultados. As ações da Corteva subiam 3,09% na manhã desta quinta-feira (8), cotadas a US$ 64,41 na Bolsa de Nova York.