Estudo revela força das cooperativas no Brasil dentro e fora do campo
Estudo revela força das cooperativas no Brasil dentro e fora do campo
Da redação com informações do Canal Rural
Um estudo inédito da Macfor revelou que o cooperativismo no Brasil não apenas sustenta milhões de famílias no campo, mas também ganha cada vez mais espaço nas buscas online e nas redes sociais.
Segundo os dados, uma em cada oito pessoas no mundo está ligada a algum tipo de cooperativa, o que representa 12% da população global e movimenta cerca de US$ 2,17 trilhões por ano, com impacto direto em 280 milhões de empregos.
Brasil em destaque
No Brasil, o cooperativismo é especialmente forte no agronegócio, reunindo mais de 12 milhões de associados em aproximadamente 1.200 entidades espalhadas pelo país. Mas o impacto não para no campo: digitalmente, o termo “cooperativa” está em alta.
Em 2025, foram registradas 25 milhões de buscas no Google sobre o tema, sendo 20% delas no Brasil. Esse volume supera até mesmo os Estados Unidos, país de tradição cooperativista, que somou pouco mais de 23 milhões de pesquisas.
As principais dúvidas giram em torno de perguntas básicas como “o que é cooperativa” e “como funciona”, indicando que, mesmo consolidado, o setor ainda tem espaço para ampliar o esclarecimento e a aproximação com o público.
Redes sociais em movimento
Facebook, Instagram e TikTok aparecem como os principais canais para o debate cooperativista, segundo o estudo. O tom, em sua maioria, é positivo: 76% das menções expressam sentimentos de amor e alegria, reforçando o caráter comunitário e transformador das cooperativas.
Apesar disso, o levantamento aponta que a grande quantidade de comentários neutros mostra um campo aberto para maior engajamento e campanhas de comunicação.
O período de Natal, por exemplo, surge como uma oportunidade estratégica, já que as buscas caem em dezembro devido ao recesso institucional, ao ciclo agrícola e às festividades. Campanhas alinhadas aos valores de solidariedade podem ampliar a visibilidade das cooperativas nesse momento.
Impacto socioeconômico
O cooperativismo também se reflete em indicadores sociais e econômicos. Estados como Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo e Espírito Santo lideram em presença de cooperativas e interesse no tema.
Municípios com atuação estruturada no setor apresentam resultados acima da média nacional:
- PIB per capita 21,67% maior
- melhores taxas de alfabetização e saneamento básico
- renda domiciliar mais elevada
Além disso, localidades com agro cooperativas atingem IDH médio de 0,78, equivalente ao índice nacional. Isso mostra que as cooperativas aproximam áreas rurais da realidade socioeconômica das grandes cidades, reduzindo desigualdades.
Mais do que economia
O estudo confirma que as cooperativas não são apenas motores econômicos, mas também instrumentos de transformação social. No Brasil, o modelo se fortalece tanto no campo quanto nas plataformas digitais, criando conexões, gerando empregos e ampliando oportunidades.