13/05/2025

JBS registra alta de 77,6% no lucro e celebra “melhor momento da história”

JBS registra alta de 77,6% no lucro e celebra “melhor momento da história”

Da redação com informações do AGFeed

A JBS, maior empresa global de alimentos à base de proteína animal, começou 2025 com números impressionantes. No primeiro trimestre do ano (1T25), a companhia registrou um lucro líquido de R$ 2,924 bilhões, um crescimento de 77,6% em relação ao mesmo período de 2024, quando o lucro foi de R$ 1,646 bilhão.

A receita líquida também apresentou avanço expressivo, somando R$ 114,136 bilhões – alta de 28% na comparação anual. Já o Ebitda ajustado cresceu 38,9%, alcançando R$ 8,129 bilhões, com margem de 7,8%.

Segundo a empresa, esse foi o segundo melhor desempenho da história da JBS para um primeiro trimestre, mesmo sendo um período sazonalmente mais fraco para o setor, por conta da queda no consumo após as festas de fim de ano e o inverno no Hemisfério Norte.

Atualmente, 76% das vendas da JBS vêm dos mercados domésticos onde atua, e 24% são fruto de exportações. O CEO global da companhia, Gilberto Tomazoni, afirmou que a empresa vive hoje o melhor momento de sua trajetória.

Destaques por unidade

A JBS destacou o desempenho de suas unidades de aves e suínos – Seara, Pilgrim’s e JBS Pork – tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Essas operações registraram margens Ebitda históricas:

  • Seara: margem de 19,8%, com Ebitda ajustado de R$ 2,5 bilhões e receita líquida de R$ 12,6 bilhões, crescimento de 22% em relação ao 1T24.
  • Pilgrim’s: margem de 14,8%, Ebitda de R$ 3,9 bilhões e receita líquida de R$ 26,1 bilhões, avanço de 21% frente ao ano anterior.
  • JBS USA Pork: margem de 12,4%, Ebitda de R$ 1,4 bilhão e receita de R$ 11,7 bilhões, alta de 24% na receita líquida.

A JBS Austrália também teve um bom trimestre, com receita líquida de R$ 9,5 bilhões (+32%) e Ebitda de R$ 937,2 milhões (+53%).

Já no Brasil, a unidade de carne bovina da empresa fechou o 1T25 com receita líquida de R$ 18,5 bilhões, aumento de 30% em comparação ao mesmo período de 2024. O Ebitda ajustado foi de R$ 766,1 milhões (alta de 19%).

Por outro lado, o segmento de carne bovina na América do Norte ainda enfrenta desafios. Apesar de registrar receita de R$ 37,5 bilhões no 1T25 (+36%), a unidade teve Ebitda ajustado negativo em US$ 112,9 milhões, pressionada pelo atual ciclo da pecuária na região.

Endividamento e solidez financeira

A dívida bruta em reais cresceu 6,9%, chegando a R$ 84,7 bilhões. No entanto, em dólares, houve redução de 7%, totalizando US$ 14,75 bilhões. A alavancagem caiu significativamente: passou de 3,70x para 2,04x em reais, e de 3,66x para 1,99x em dólares.

A empresa terminou o trimestre com R$ 29,7 bilhões em caixa e mais R$ 19,4 bilhões disponíveis em linhas de crédito rotativas, o que garante capacidade para honrar compromissos até 2032.

Novo passo: listagem nos EUA

A JBS está avançando com o processo de listagem de suas ações na Bolsa de Nova York (NYSE). A empresa já concluiu o registro junto à SEC, e uma assembleia geral extraordinária está marcada para 23 de maio, onde os acionistas irão votar a proposta.

“Acreditamos que essa operação vai ampliar nossa visibilidade global, atrair novos investidores e reforçar ainda mais a posição da JBS como líder mundial em alimentos”, afirmou Tomazoni.

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