Nova solução biológica eleva produtividade do milho em até 60% mesmo com escassez hídrica
Nova solução biológica eleva produtividade do milho em até 60% mesmo com escassez hídrica
Da redação com informações do Canal Rural
Uma solução biológica desenvolvida a partir da cepa Trichoderma harzianum Esalq 1306 tem demonstrado potencial para aumentar em até 60% a produtividade do milho, mesmo em condições de escassez hídrica. A tecnologia atua diretamente na redução do estresse hídrico, no estímulo ao crescimento radicular e no controle de patógenos do solo, reunindo bioestimulação e proteção fitossanitária em um único organismo vivo.
Os resultados ganham relevância em um cenário de instabilidade climática cada vez mais frequente, especialmente nas regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil, onde produtores enfrentam estiagens prolongadas, chuvas irregulares e temperaturas elevadas, fatores que impactam diretamente o desempenho das lavouras.
As evidências da eficácia da cepa Esalq 1306 são apresentadas em um estudo internacional liderado pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), com a participação da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), da Embrapa, da University of Antwerp, na Bélgica, e da Princess Nourah University, na Arábia Saudita.
De acordo com o trabalho, o principal mecanismo de ação da tecnologia está no estímulo ao desenvolvimento do sistema radicular. Com raízes mais profundas e vigorosas, as plantas passam a explorar uma maior área do solo, aumentando a absorção de água e nutrientes e elevando a tolerância ao estresse hídrico.
Além disso, o estudo aponta que a cepa promove um biocontrole altamente eficaz contra patógenos de solo e nematoides, contribuindo para lavouras mais uniformes e estáveis, mesmo em ambientes adversos. O resultado prático é a redução de perdas produtivas e maior previsibilidade de rendimento, o que se reflete em melhor retorno sobre o investimento ao longo das safras.
“A cepa Esalq 1306 traduz ciência de ponta em performance agronômica. Ao fortalecer o sistema radicular e mitigar o impacto da seca, ela entrega mais do que proteção, assegurando produtividade com resiliência”, afirma Thiago Castro, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Koppert Brasil, empresa responsável pelo desenvolvimento da solução em parceria com a Escola Superior de Agricultura ‘Luiz de Queiroz’ (Esalq/USP).
Segundo o executivo, a pesquisa liderada pela UTFPR e validada por instituições brasileiras e internacionais de referência reforça que soluções biológicas, quando sustentadas por base científica sólida, já são capazes de responder a desafios centrais do campo, como variabilidade climática, sanidade vegetal e eficiência no uso de insumos.