09/11/2025

Nova tecnologia com IA promete revolucionar a classificação de grãos no Brasil

 

Nova tecnologia com IA promete revolucionar a classificação de grãos no Brasil

Da redação com informações do Canal Rural

O Sistema Faep, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), iniciou testes de campo com uma tecnologia inédita para automatizar a classificação de grãos. O equipamento utiliza sensores de infravermelho e Inteligência Artificial (IA) para identificar defeitos e qualidades, reduzindo o caráter subjetivo das análises realizadas por classificadores humanos.

De acordo com o presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, a inovação busca trazer mais transparência e confiança ao processo. “Na entrega da soja nas cooperativas ou cerealistas, podem ocorrer interpretações diferentes sobre a qualidade do produto. Com essa nova tecnologia, eliminamos boa parte dessas divergências, pois o sistema adota critérios técnicos e precisos”, afirmou.

Testes realizados em cooperativas paranaenses

Durante o mês de outubro, o classificador automático foi testado em cooperativas do Paraná — estado escolhido pela representatividade na produção de grãos e pela estrutura cooperativista. Os primeiros testes ocorreram na Cooperativa Cooperante, em Campo do Tenente, e depois nas cooperativas Frísia, em Ponta Grossa, e Agrária, em Guarapuava.

“Nas avaliações, simulamos o fluxo real de cargas e análises de expedição. Os classificadores humanos examinaram as mesmas amostras do equipamento para comparar os resultados”, explicou Tiago Pereira, assessor técnico da CNA.

A coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, Ana Paula Kowalski, destacou que a iniciativa nasceu a partir de demandas de produtores que enfrentam divergências nas classificações de soja em unidades de recebimento. “Esses relatos embasaram a criação do projeto dentro da Comissão Nacional de Cereais da CNA, que passou a apoiar o desenvolvimento de classificadores automatizados”, afirmou.

Precisão e agilidade com o apoio da tecnologia

A expectativa é que o novo sistema aumente a precisão, a celeridade e a confiabilidade nas avaliações, eliminando boa parte das diferenças de interpretação entre profissionais.

“Mesmo dois classificadores experientes podem discordar, pois o julgamento é visual e sujeito ao erro humano. O modelo automatizado elimina esse risco e ainda integra as informações diretamente aos sistemas de análise, sem necessidade de transcrição manual”, explicou Ana Paula.

Ela ressaltou ainda que a inovação não substituirá os profissionais de classificação. “A tecnologia vem como aliada. Continuará sendo necessário o operador para coletar, padronizar e conduzir o fluxo de amostras dentro do laboratório”, completou.

 

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