11/11/2025

Petrobrás retoma produção de fertilizantes e promete reduzir dependência das importações

Petrobrás retoma produção de fertilizantes e promete reduzir dependência das importações

Da redação com informações do Compre Rural

A Petrobrás anunciou, em seu Plano de Negócios 2025-2029, a retomada da produção nacional de fertilizantes — um movimento estratégico que pode transformar os custos de produção agrícola no Brasil e fortalecer a competitividade do agronegócio.

A estatal prevê reativar quatro unidades produtoras: Camaçari (BA), Araucária (PR), Laranjeiras (SE) e Três Lagoas (MS). A fábrica de Araucária, desativada em 2020, será reintegrada à Petrobrás. Já as unidades da Bahia e Sergipe voltam ao controle da empresa após acordo que encerra o arrendamento com a Unigel.

A Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), segue em processo de licitação e tem previsão de início das operações em 2026. A planta terá capacidade para produzir anualmente 1,2 milhão de toneladas de ureia e 70 mil toneladas de amônia. Somadas, as quatro unidades poderão suprir até 35% da demanda nacional de ureia até 2028 — um avanço expressivo frente à atual dependência de importações, que supera 90%.

Menor vulnerabilidade e custos mais previsíveis

Com maior oferta doméstica, parte da pressão de custo ligada à logística, ao câmbio e às importações tende a diminuir. No entanto, os efeitos sobre os preços internos não serão imediatos. As fábricas ainda precisam concluir obras, treinar equipes e ajustar a cadeia de suprimentos.

No curto prazo, a retomada das plantas pode estabilizar expectativas e conter altas nas cotações. Já no médio prazo, o aumento da produção nacional deve trazer maior previsibilidade e reduzir a vulnerabilidade do Brasil a oscilações externas — um ganho importante para o planejamento dos produtores rurais.

Impacto direto no campo

A redução da dependência das importações de fertilizantes representa um avanço estratégico. Menor exposição ao câmbio, custos internacionais e gargalos logísticos globais fortalecem a autonomia nacional e favorecem a competitividade do agro.

Para o produtor, especialmente o pequeno e o médio, a previsibilidade de preços e o abastecimento regular são fatores que facilitam o controle de custos e melhoram as margens de lucro. Cada tonelada produzida internamente é uma tonelada a menos importada — o que ajuda na balança comercial e na estabilidade dos preços.

Desafios e expectativas

Apesar do otimismo, o sucesso da estratégia depende de execução eficiente, investimento contínuo e boa gestão de insumos como gás natural. A retomada exige integração logística, competitividade frente aos produtos importados e custos operacionais equilibrados.

Mesmo assim, os efeitos socioeconômicos já se desenham: estima-se que mais de 5 mil empregos diretos e indiretos sejam gerados durante a execução do plano.

Conclusão

A retomada das fábricas de fertilizantes pela Petrobrás representa um marco para o agronegócio brasileiro. Se o plano for implementado conforme o previsto, o país poderá reduzir sua dependência externa, baixar custos de produção e fortalecer a sustentabilidade econômica da cadeia agrícola — consolidando mais um passo rumo à soberania produtiva no campo.

 

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