17/06/2025

Revolução dos biológicos avança sobre novas culturas e transforma o agronegócio brasileiro

Revolução dos biológicos avança sobre novas culturas e transforma o agronegócio brasileiro

Da redação com informações do Compre Rural

Após consolidar sua presença na soja, os bioinsumos, especialmente os inoculantes, começam a ganhar força em culturas como milho, cana-de-açúcar, arroz, trigo e pastagens. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Brasil já conta com 37 inoculantes voltados a gramíneas, com eficiência média entre 25% e 30%.

A adoção dessas soluções pode gerar uma economia de até US$ 5,1 bilhões ao ano e evitar a emissão de 18,5 milhões de toneladas de CO₂ equivalente — reforçando o papel estratégico da agricultura biológica para uma produção mais sustentável.

Microrganismos como o Azospirillum, Bacillus, Pseudomonas e o fungo Trichoderma se destacam nesse cenário, promovendo a fixação biológica do nitrogênio (FBN), o crescimento das plantas e maior eficiência no uso de nutrientes. O desafio é expandir o que já foi alcançado na soja para outras culturas.

Segundo a ANPII Bio, as gramíneas já respondem por 21% das vendas de inoculantes no Brasil. Em 2024, mais de 205 milhões de doses foram comercializadas, somando R$ 527,5 milhões em vendas. A soja segue na liderança com 75% de participação, mas o milho já representa 16% e a cana 4%. A expectativa é de crescimento de 12,4% em 2025.

A nova Lei dos Bioinsumos (nº 15.070/2024), aprovada no fim de 2024, trouxe segurança jurídica e abriu caminho para novos investimentos, pesquisa e inovação. Com isso, o Brasil, que já responde por 11,3% do consumo global de bioinsumos, deve movimentar R$ 9 bilhões até 2030.

Durante o evento Executive Dinner, promovido pela ANPII Bio em Brasília, representantes do setor produtivo e do governo reforçaram a importância de unir esforços para que os bioinsumos se tornem ainda mais acessíveis. Para Júlia Emanuela de Souza, diretora da entidade, “os bioinsumos não são uma alternativa, mas sim uma solução de futuro”.

Além dos ganhos ambientais, o uso de inoculantes traz economia real ao produtor. No milho, por exemplo, substituir apenas 25% da adubação química por bioinsumos pode reduzir em R$ 119,19 o custo por hectare — o que equivale a mais de meio bilhão de dólares em economia nacional.

Com avanços científicos, marco regulatório e adesão crescente, o setor de bioinsumos se consolida como um dos pilares da nova agricultura brasileira — mais limpa, eficiente e preparada para os desafios globais.

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