11/06/2025

Safra 2025/2026: Syngenta aposta em produtividade, tecnologia e biológicos para enfrentar juros alto

Safra 2025/2026: Syngenta aposta em produtividade, tecnologia e biológicos para enfrentar juros altos

Da redação com informações do AGFeed

Com juros efetivos na casa dos 20% ao ano e o início da safra 2025/2026 se aproximando, a Syngenta reforça sua estratégia para que o produtor brasileiro continue competitivo: investir em tecnologia para produzir mais, com sustentabilidade e eficiência.

Durante uma das etapas do One Agro, evento promovido pela Syngenta em Campinas (SP), os principais executivos da companhia foram enfáticos: o aumento da produtividade por hectare é a única saída real para enfrentar o alto custo de capital no país.

“Produzir mais dentro do mesmo hectare, com práticas sustentáveis, dilui o custo fixo e garante a lucratividade, mesmo com juros acima de 20%”, afirmou André Savino, presidente da unidade de Proteção de Cultivos da Syngenta no Brasil.

Savino também destacou que, apesar das incertezas econômicas e climáticas, os produtores brasileiros vêm acumulando aprendizados das últimas duas safras e demonstram resiliência. Como exemplo, citou o PIB do primeiro trimestre de 2025: crescimento geral de 1,4% e um expressivo avanço de 12,2% na agropecuária.

Gestão e inteligência financeira fazem a diferença

Savino relembrou o ciclo entre 2019 e 2021, quando o crédito barato impulsionou a expansão de muitas empresas — algumas de forma desordenada. Com a mudança no cenário macroeconômico, muitas dessas companhias enfrentam agora um “efeito tesoura”: custo de capital em alta e receita em queda.

“Quem teve inteligência financeira cresceu de forma sustentável e está firme no mercado. Os mais alavancados, não”, avaliou.

O Brasil como protagonista global

Para Steven Hawkins, presidente global da Syngenta Proteção de Cultivos, o cenário macroeconômico instável é um desafio global, mas o Brasil está bem posicionado para aproveitá-lo. O crescimento populacional — com expectativa de 2 bilhões de novos habitantes até 2050 — demanda mais produção de alimentos.

“É uma oportunidade única para o Brasil. A geopolítica e os fatores macroeconômicos só aceleram isso”, afirmou Hawkins.

Apesar das tensões comerciais internacionais, como o recrudescimento da política tarifária dos Estados Unidos, Hawkins acredita que a Syngenta está preparada, com uma rede global resiliente.

“Já enfrentamos esse cenário no primeiro mandato de Trump. A experiência nos ajuda a mitigar riscos.”

Savino complementa que mesmo acordos comerciais entre potências como EUA e China não eliminam o impacto da instabilidade: o medo permanece — e o Brasil se apresenta como um parceiro estratégico para diversos países que buscam diversificar suas relações comerciais.

Biológicos: tecnologia complementar e promissora

Outro destaque do evento foi o avanço dos produtos biológicos, que estão ganhando espaço no portfólio da Syngenta. Segundo os executivos, o Brasil é um dos principais mercados para essa tecnologia, especialmente por causa da presença de até três safras ao ano e dos desafios com pragas.

Hawkins reforçou que os biológicos são complementares aos defensivos sintéticos — e não substitutos. Já Savino destacou que a segunda geração dos biológicos poderá alcançar uma eficiência superior aos químicos, graças ao investimento contínuo em pesquisa, que representa cerca de 10% do faturamento da empresa.

One Agro: conexões e soluções para o agro

O evento em Campinas foi uma das etapas do One Agro, que chega à sua quinta edição com o objetivo de fomentar o diálogo entre o agronegócio e a sociedade. A edição “The Customer”, realizada em 10 de junho, contou com a presença de cooperativas e agricultores para debater temas como educação no campo, escassez de mão de obra e a necessidade de aproximar as narrativas urbana e rural.

A próxima etapa do evento, segundo Savino, terá foco setorial, com debates sobre os setores energético e de fibras, reforçando o papel estratégico do agro no desenvolvimento sustentável do país.

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