São Paulo lidera exportações agropecuárias e supera Mato Grosso pelo segundo mês consecutivo, diz IE
São Paulo reafirma sua posição de liderança nas exportações agropecuárias brasileiras, registrando um crescimento de 11,2% entre janeiro e outubro de 2024, com um total de US$ 25,77 bilhões.
Esse desempenho gerou um superávit de US$ 21,03 bilhões na balança comercial do agronegócio paulista, um aumento de 11,2% em relação ao mesmo período de 2023. As importações do setor somaram US$ 4,74 bilhões.
Com esse resultado, São Paulo superou Mato Grosso pelo segundo mês consecutivo, consolidando sua posição de liderança nas exportações agropecuárias do Brasil.
O levantamento é da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), vinculada ao Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
Os dados evidenciam a importância do agronegócio no estado, que respondeu por 43,6% das exportações paulistas entre janeiro e outubro de 2024.
São Paulo no contexto nacional
O estado segue liderando as exportações agropecuárias no Brasil, com uma participação de 18,4% do total nacional entre janeiro e outubro de 2024, superando Mato Grosso (16,9%) e Paraná (11,3%).
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São Paulo se destaca em segmentos como sucos (83,7% das exportações nacionais), complexo sucroalcooleiro (63,1%) e produtos alimentícios diversos (73,9%).

Além disso, o setor agrícola representou 43,6% das exportações paulistas, enquanto os outros setores da economia estadual (excluindo o agronegócio) registraram um déficit de US$ 26,13 bilhões, com exportações de US$ 33,27 bilhões e importações de US$ 59,40 bilhões.
"O agronegócio desempenha um papel fundamental na balança comercial paulista, ajudando a reduzir o déficit geral do comércio exterior do estado", destacou Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
Principais produtos
- Complexo Sucroalcooleiro: 40,7% de participação nas exportações agropecuárias de São Paulo, com US$ 10,48 bilhões (93% açúcar e 7% etanol).
- Carnes: 11,2% de participação, totalizando US$ 2,89 bilhões, com destaque para a carne bovina (84,1%).
- Produtos Florestais: 10,3% de participação, com US$ 2,66 bilhões, sendo 55,2% celulose e 37,2% papel.
- Sucos: 9,1% de participação, totalizando US$ 2,34 bilhões, com 98,2% de suco de laranja.
- Complexo Soja: 8,5% de participação, com US$ 2,18 bilhões, sendo 77,1% soja em grão.
Esses cinco setores representaram 79,8% das exportações agropecuárias de São Paulo. O café, com 4,1% de participação, alcançou US$ 1 bilhão, registrando um aumento de 41,4% em relação ao ano anterior.
O estado também observou aumentos nas exportações de sucos (+30,6%), complexo sucroalcooleiro (+23,9%) e produtos florestais (+18,9%). Em contrapartida, o complexo soja registrou uma queda significativa de 35%, devido a flutuações nos preços e volumes exportados.
Balança comercial do agro brasileiro
O agronegócio brasileiro registrou leve crescimento de 0,3% nas exportações de janeiro a outubro de 2024, somando US$ 140,02 bilhões, o que corresponde a 49,3% das exportações totais do Brasil.
As importações do setor aumentaram 17,2%, totalizando US$ 16,24 bilhões, representando 7,3% das importações nacionais.
O superávit da balança comercial do agronegócio brasileiro foi de US$ 123,78 bilhões, uma redução de 1,6% em comparação a 2023. Esse superávit evidência a relevância do setor para o comércio exterior, especialmente em um contexto onde os outros setores da economia apresentaram déficit significativo.
Os setores não agropecuários acumularam um déficit de US$ 60,76 bilhões até outubro de 2024.
Paraná tem recorde
O Paraná também se destacou, alcançando um recorde histórico ao exportar produtos para 214 mercados globais entre janeiro e outubro de 2024.
Com um total de US$ 20,05 bilhões em exportações, o estado consolidou sua posição como líder exportador da região Sul, à frente do Rio Grande do Sul (US$ 17,68 bilhões) e Santa Catarina (US$ 9,61 bilhões).
A China foi o principal destino das exportações paranaenses, com US$ 5,4 bilhões, seguida pelos Estados Unidos (US$ 1,2 bilhão) e Argentina (US$ 951 milhões).
A soja, com US$ 5,1 bilhões, liderou as exportações, seguida por carne de frango (US$ 3,2 bilhões) e farelo de soja (US$ 1,3 bilhão).