18/03/2025

Seca reduz umidade do solo e exige monitoramento na safrinha do milho

Seca reduz umidade do solo e exige monitoramento na safrinha do milho

Da redação com informações do Compre Rural e Estadão Conteúdo

A escassez de chuvas nas últimas semanas impactou a umidade do solo em importantes regiões produtoras de milho segunda safra no Brasil, tornando essencial o acompanhamento do desenvolvimento das lavouras. Dados da EarthDaily Agro, empresa especializada no monitoramento agrícola via satélite, indicam que a precipitação acumulada desde o início de fevereiro atingiu o menor nível em 30 anos, ao mesmo tempo em que as temperaturas elevadas aceleraram a evapotranspiração no Centro-Sul do País.

Segundo Felippe Reis, analista de cultura da EarthDaily Agro, o calor, embora não tenha impactado diretamente o milho segunda safra devido ao estágio inicial das plantas, contribuiu para a redução da umidade do solo. “A evapotranspiração intensificada por essas temperaturas elevadas reforça a necessidade de monitoramento constante das condições das lavouras”, explicou.

Nos últimos dez dias, os volumes de chuva ficaram entre 0 e 20 milímetros na maior parte do País. Em Mato Grosso, os acumulados variaram de 15 a 100 mm, mas, no geral, ficaram abaixo da média histórica. As previsões meteorológicas ainda divergem quanto ao cenário futuro: enquanto o modelo europeu ECMWF prevê chuvas abaixo da média para a maioria das áreas produtoras, o modelo americano GFS indica precipitações acima da média em regiões de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná.

O índice de vegetação (NDVI), utilizado para monitorar a cobertura vegetal, mostra que as lavouras de Mato Grosso apresentam bom desenvolvimento, apesar do plantio tardio. Em Goiás, há sinais recentes de recuperação, mas o ciclo ainda está atrasado. Já em Mato Grosso do Sul, a seca no início do plantio não determinou um impacto definitivo sobre a produtividade, com o NDVI indicando padrões intermediários entre 2022, quando a safra foi satisfatória, e 2024, ano de menor produtividade.

No oeste do Paraná, a escassez de chuvas ainda não afetou as lavouras de forma significativa, mas a necessidade hídrica aumentará nas próximas semanas, exigindo mais precipitações para sustentar a produtividade. No Rio Grande do Sul, o NDVI sinaliza uma redução expressiva, indicando o avanço da colheita das culturas de verão e uma perspectiva de baixa produtividade para soja e milho primeira safra.

A EarthDaily Agro ressalta que, embora o período seco não represente uma ameaça imediata ao milho segunda safra, a continuidade dessa condição até o fim de abril poderá comprometer o potencial produtivo da safra.

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