SLC Agrícola conclui aquisição da Sierentz Agro Brasil por US$ 135,2 milhões
SLC Agrícola conclui aquisição da Sierentz Agro Brasil por US$ 135,2 milhões
Da redação com informações do AgrofyNews
A SLC Agrícola finalizou a compra de 100% da Sierentz Agro Brasil por US$ 135,2 milhões (cerca de R$ 738,2 milhões). A transação, anunciada em março de 2025, foi oficialmente concluída nesta terça-feira (1º de julho), após o cumprimento de todas as condições previstas.
A aquisição foi feita por meio da subsidiária SLC Agrícola Centro Oeste e o valor será pago em três etapas: 60% à vista, 20% em abril de 2026 e os 20% finais em abril de 2027.
Mais 96 mil hectares no portfólio
Com a operação, a SLC incorpora ao seu portfólio três fazendas localizadas em áreas arrendadas nos estados do Maranhão (68 mil ha), Piauí (18 mil ha) e Pará (10 mil ha), totalizando 96 mil hectares físicos. Parte dessas terras tem capacidade para cultivo em segunda safra, o que eleva o potencial produtivo da aquisição para cerca de 135 mil hectares plantados.
Venda parcial à Terrus
Do total adquirido, 31.882 hectares serão desmembrados e transferidos à Terrus S.A., conforme previsto em proposta vinculante. Essa área foi separada via cisão parcial da Sierentz e incorporada a uma nova empresa. A Terrus vai pagar R$ 191,2 milhões à SLC, sob os mesmos termos do contrato principal. A documentação final da transação está em fase de elaboração.
Expansão e diversificação
Com a compra, a SLC Agrícola amplia sua área total cultivável em 13,5%, atingindo 833 mil hectares — reforçando sua posição como maior grupo agrícola do Brasil em extensão de terras.
A operação também fortalece a estratégia de diversificação geográfica e eleva a participação de áreas arrendadas no portfólio da companhia para 66,5%. Os contratos de arrendamento das fazendas da Sierentz têm custo médio de 9,3 sacas de soja por hectare ao ano, com prazo médio de 13 anos.
Novos modelos de produção
Além das culturas de soja e milho, a Sierentz já operava com o modelo de integração lavoura-pecuária, que poderá ser mantido ou expandido pela SLC. A companhia também estuda incluir o algodão nas novas áreas a partir do terceiro ano de operação.